A Thaís, do
Aprendiz de Mãe, me perguntou como é o lance dos castigos da Luísa. Como eu não tenho nenhum problema em falar sobre isso, em vez de mandar e-mail só pra ela resolvi fazer um post.
Nós procuramos, eu e o Luiz, ser bastante firmes na educação da Luísa sempre na base da conversa, e temos também a sorte de nossa filha ser uma criança calma e, na maior parte das vezes, bem educada. Não tiramos nenhum enfeite da sala, por exemplo. Só aqueles que ofereciam algum risco à segurança. Foi um trampo falar milhões de 'nãos' (educar dá um baita trabalho, nossa senhora), mas hoje ela respeita e não mexe em nada. A casa não é só dela, e ela tem que aprender a respeitar os espaços de cada um. Insisto o dia inteiro no "por favor", "desculpas" e "obrigada" e ela já sabe bem para que serve cada uma dessas palavrinhas (mesmo se recusando em usá-las algumas vezes).
Procuro ser tolerante e ter paciência com as birras e manhas, o que não é nada fácil, mas algumas questões, na minha concepção e do meu marido, são intoleráveis e inquestionáveis. Desrespeito ao próximo (seja ele quem for) é uma delas. Luísa já tem 2 anos e tem muita noção das coisas. Se destratar ou bater em alguém (seja eu, o pai, a babá, a diarista ou quem quer que seja), dou bronca (sem gritar, falando abaixada na altura dela) e exijo que ela peça desculpas. Não pediu desculpas ou repetiu a agressão, fica de castigo pra aprender a respeitar as pessoas.
Mas felizmente foram raras a vezes em que precisei fazer isso.
Na prática, o castigo é aquele lance do "cantinho" (no meu tempo as professoras na escola colocavam a gente atrás da porta, lembram-se que horror?!!). Eu simplesmente a coloco sentada no sofá da sala, TV desligada e sem brinquedos. Explico o motivo do castigo, falo pra ela pensar no que fez e digo que ela só vai sair dali quando eu for lá tirá-la. E ela fica ali chorando, sentadinha. Se sair antes de terminar o castigo, levo de volta quantas vezes for preciso. Deixo em geral uns 2 minutinhos. Quando volto lá, relembro o motivo do castigo e digo que ela tem que pedir desculpas a quem tenha agredido. Se não pedir, volta ao castigo de novo, para que ela realmente aprenda.
Às vezes ela me desafia. Eu falo "se você fizer isso de novo vou te colocar de castigo" e ela responde, enfrentando: "qué castigo". Então eu coloco. E ela logo se arrepende e começa a chorar. Mas fica ali pra aprender.
Eu ainda não sei se a Luísa hoje é uma criança (na maior parte das vezes) educada porque agimos assim ou por ser da própria personalidade dela. Pode ser que, no futuro, eu tenha outro filho e as mesmas regras tenham efeitos diferentes. Mas eu acredito na minha forma de agir (como cada mãe tem a sua forma de pensar) e, mesmo não acertando sempre (lógico que tenho milhares de dúvidas e inseguranças), procuro fazer o meu melhor - e estou sempre por perto, dando todo o amor do mundo.
Se alguém tiver alguma experiência sobre esse assunto para acrescentar, será bem-vinda.