quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A leleca do papai

Meu marido tomando banho. Eu no banheiro conversando com ele e a Luísa ali bagunçando, pra variar. De repente, ela começa a falar, apontando para o box do chuveiro:
- Leleca, leleca, qué leleca
- O quê, filha?
- Leleca, qué vê leleca
- Luísa, não estou entendendo, filha
- Qué vê leleca do papai!
Uaaaaaaaaa, só aí a gente entendeu que ela queria ver a "perereca" do papai!!!
Eu tive que sair do banheiro pra não dar risada na frente dela. Doía minha barriga de tanto rir. Daí toca disfarçar. Luiz vira de costas, eu tiro Luísa do banheiro e mudo de assunto.
Porque se a gente dá trela e ela percebe que falou algo engraçado, ela vai passar o dia falando que quer ver a leleca do papai, e acho que não ia pegar muito bem por aí.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tá doendo a mamãe

Uma das coisas boas da gravidez e que eu decidi manter após o nascimento da Luísa foi a drenagem linfática semanal. Achei que merecia fazer alguma coisa por mim, até porque os anos que passam vão embagulhando a gente, né?
Bom, isso pra contar que eu tenho uma massagista que vem em casa uma vez por semana. E ela é uma fofa. E pega pesado.
E a Luísa, lógico, adora ficar sentada na minha cama acompanhando a massagem. Ela até já repete alguns movimentos no pai, para deleite dele. Ela fica um tempão ali assistindo, batendo papo com a Ana Paula (a massagista), ajudando a passar creminho etc. Às vezes aproveita e tira um cochilinho ali do meu lado.
Mas hoje a Luísa achou que a Ana estava passando dos limites e resolveu intervir. Ela percebeu que estavam maltratando a mãe dela e foi me proteger.
Eu estava ali deitada, reclamando de alguns apertões fortes, e a Luísa começou a estranhar:
- Tá doendo, mamãe?
- Tá, filha, só um pouquinho. Mas é gostoso. (Como assim, dói mas é gostoso? Ela deve ter pensado que a mãe enlouqueceu)
Daqui a pouco eu ali, gemendo de novo.
Daí a Luísa, filha leonina defensora da mãe fraca e oprimida, encara bem a massagista e solta:
- Tá doendo a mamãe, faz vagarzinho
Não é um orgulho? Minha filha cuidando de mim. Coisa mais linda.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O espírito do meu pai baixou na Luísa

Tenho trauma de infância do meu pai acordando a gente de manhã. Eu sou daquelas que demora uma meia hora pra acordar de verdade, sabe? Gosto de ficar quieta, fazer tudo devagar, tomar banho pra acordar. Não sou mau-humorada, mas também não sou daquelas que acorda cantando. Aliás, isso me irrita um pouco (bastante).
E eu me lembro perfeitamente de como o meu pai me irritava quando ele entrava no quarto de manhã cantando, falando alto, e abria a janela. E pior ainda, puxava a coberta da nossa cama (somos em três irmãos). De vez em quando, nos finais de semana (ou seja, não era dia de escola e portanto poderíamos dormir até tarde), pra azucrinar mais ainda, ele ainda cantava o hit da rádio Jovem Pan "vambora, vambora, olha a hora, vambora, vambora". Eu levantava louca da vida.
Agora o espírito do Leonel resolveu baixar na Luísa de manhã, para minha alegria (grrrrr). A mocinha entra no quarto já falando: "evanta, mamãe", abre a janela, acende a luz e começa a puxar meu braço. E ela não dá trégua enquanto eu não saio da cama.
Já sei. Vou deixar pra descontar quando ela for adolescente, porque certamente ela vai querer dormir mais do que eu. Enquanto isso, eu lembro do meu pai todas as manhãs, o que não é nada mal. Paizinho, tá vendo a sua neta bagunceira daí?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Careca e sozinha

Ontem, num momento de inspiração, eu estava sentada no chão do banheiro enquanto a Luísa tentava fazer cocô, e ela me solta essa praga:
- Você caleca e sozinha!
Jisuis! De onde ela tirou isso? Praga de filho pega?
Só faltou completar: careca, sozinha e gorda!! haha!! Alguém pode me emprestar uma faca?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Bruxa do 71

Vocês já repararam que tem umas idosas mal-humoradas que gostam de encrencar com grávidas e mães de recém-nascidos? Eu descobri, durante uma determinada fase da gestação, que algumas senhoras olhavam feio pra mim quando eu estava na fila preferencial. Digo senhoras porque nunca vi isso acontecer com um homem. Juro, já ouvi casos patéticos de velhinhas fazendo pouco caso de gestantes, como se a pessoa ali com quinhentos quilos (ou com 50, não interessa), falta de ar e mal estar (ou não, também não interessa) estivesse ali furando a fila preferencial e se aproveitando de uma velhinha indefesa.
Evidentemente, deixo claro aqui antes que alguém me reprima: não estou generalizando, até porque tem senhoras boníssimas que amam grávidas e pessoas em geral. Estou me referindo apenas a uma categoria específica de velhinhas más candidatas a bruxas dos desenhos infantis.
Também me lembro bem de um dia que eu estava no caixa preferencial com a Luísa no colo, bebezinha. Imaginem, bebê impaciente num braço, passando compras com o outro. Fácil, né? Daí apareceu uma velha mal-amada (nem era tão velha assim, acho que ela tinha adquirido recentemente o direito de usar aquele caixa), olhou bem pra minha cara e perguntou, com faiscas nos olhos: "ué, esse não é o caixa preferencial?"
Eu olhei pra cara dela com o meu olhar fuzilante que só o meu marido conhece e respondi: "é". E continuei minha compra. Com aquele ódio na garganta que eu fico quando me deparo com uma pessoa do mal.
Prontofalei. Desabafei. E que Deus me perdoe por amaldiçoar uma velha.

PS. Quem não sabe o que Bruxa do 71 tem a ver com a história é porque não assistiu Chaves na infância, certo? Bruxa do 71 era a velha que atormentava a vizinhança com uma vassoura na mão.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O pilongo e o fângulo

Sei que é coisa de mãe coruja ficar escrevendo tudo o que a filha fala de engraçadinho, mas juro que é irresistível. Essa fase em que a Luísa está é demais. Dou risada o dia inteiro (vantagem de trabalhar em casa).
E, como eu quero que esse blog sirva como um livro de memórias para o futuro, então não tem jeito, esse aqui vai ter que ser mesmo o espaço para registrar essas coisas.
Mas, me falem, dá pra resistir quando escuta uma criança chamando pernilongo de pilongo? Ou frango de fângulo? Ou tampa de fampa?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Eu boazinha

Nós duas brincando de massinha:
- Filha, me dá mais um pouquinho da massinha vermelha pra eu terminar o rosto da Branca de Neve?
- Dô, tó.
- Obrigada
- Nada. Eu boazinha.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Babás e o álcool

Aconteceu com uma pessoa conhecida na semana passada, vejam só.
Ligaram da escola do filho dela dizendo que a babá, que foi buscar o menino (de 1 ano e 9 meses), estava estranha. Minha amiga, na hora, deu uma fugida no trabalho e correu pra casa ver o que se passava. Chegou lá, a babá estava bêbada. Sim, bêbada.
Uma babá que ganha R$ 1.900 por mês, salário superior ao de qualquer outra babá que eu conheço que cuida de uma única criança. Mulher que essa amiga minha julgava incrível, experiente, cuidadosa. Ia se mudar com eles para os Estados Unidos, inclusive.
Ocorre que, no dia do aniversário da babá, fizeram um brinde com vinho na hora do almoço. A moça tomou um golinho. A garrafa ficou na geladeira e ela teve a brilhante ideia de tomar mais um pouco. E mais um pouco. Não estava acostumada a beber, ficou embriagada. E foi buscar o garoto na escola.
Também aconteceu com uma outra amiga: babá indicada por uma agência, checadas todas as referências. Pessoa bem humilde, não tão referenciada como a outra da história anterior, porém parecia correta. Tudo andava bem até que minha amiga começou a desconfiar que ela andava esquisita. E um dia descobriu que, ao longo do tempo, a moça tinha bebido toda a bebida que estava aberta guardada em um armário. A babá era alcóolatra.

Longe de mim tratar esses dois casos como uma generalização. Até porque tem gente boa e gente irresponsável em qualquer profissão. Mas vale o alerta para ficarmos atentas(os) aos menores sinais das pessoas que estão próximas dos nossos filhos.

domingo, 8 de novembro de 2009

De pai para filha

- Luísa, domingo é dia de que?
- De goooooool
- Gol de quem?
- Mengoooooo

Coitada. Lavagem cerebral desde cedo.

sábado, 7 de novembro de 2009

O Pequeno Príncipe ou Pinpinho para os íntimos

video
Semana passada nós fomos ver a exposição do Pequeno Príncipe na Oca do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Que delícia de programa, recomendo! Não imaginava que alguém conseguiria montar uma exposição inteira, num espaço enorme como a Oca, simplesmente com o tema de um livro. Mas ficou fantástico.
E é bem interativo, dá pra levar crianças de todas as idades. Ponto alto é o andar mais alto da Oca, em que eles reproduziram a lua, a florzinha e os planetas. Mas também adorei a parte em que a criança passa com uma bolinha colorida e vai "carregando" os passarinhos, conforme está aqui nesse vídeo.
Luísa gostou bastante. E resolveu chamar o Pequeno Príncipe de "Pinpinho" (afinal, filho de Pinpe, Pinpinho é).
Vai até o dia 20 de dezembro. Terça-feira é de graça.
Mais informações aqui

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Papai não tava na feta da mamãe

Na noite retrasada, véspera do meu aniversário, o meu marido estava viajando a trabalho. Então ele não acordou aqui em casa com a gente. Quem comprou o bolinho na padaria foi a fofa da babá, e ela e a Luísa cantaram parabéns pra mim na cozinha. Logo depois dos parabéns, a Luísa comentou: "Papai não tá aqui junto". E nós explicamos que ele estava trabalhando. Passou.
À noite, quando o Luiz chegou em casa e começou a puxar assunto com ela, ele perguntou:
- Luísa, você sabia que hoje é aniversário da mamãe? Você falou parabéns pra ela?
E ela cantou de novo os parabéns "... tim bum, mamãe tiabeta, mamãe tiabeta...." e soltou na sequência, com uma carinha triste:
- Papai não tava aqui junto na feta da mamãe.
Fiquei impressionada em como a Luísa já sente as coisas. E o Luiz ficou arrasado pelo fato de a filha ter sentido falta dele num momento que ela julgava tão importante. Como assim, o papai não estava aqui na "festa" da mamãe?
Daí nós explicamos pra ela de novo que o pai estava trabalhando, e que no sábado teria uma festa de verdade pra mamãe e que todos estaríamos aqui cantando os parabéns juntos.
Em suma, acendeu o alerta vermelho: a Luísa definitivamente já não é mais um bebê e precisamos estar muito atentos às nossas atitudes.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mamãe Tiabeta

É pique pique pique pique
É hóla hóla hóla
Tim bum
Mamãe Tiabeta, Mamãe Tiabeta, Mamãe Tiabeta


(Eu explico: Luísa me chama de mamãe Tiabeta por causa do meu sobrinho, o João Vitor, que me chama de Tia Beta. E como hoje é o meu aniversário, ganhei bolinho com direito a parabéns logo no café da manhã. Delícia.)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Não dá vontade de morder?


Não aguentei e tive que roubar descaradamente uma foto do blog Comer Para Crescer (bem legal esse blog, aliás, viu? Passem lá visitar porque tem umas dicas ótimas de comidinhas pra criançada e para adultos que cozinham como crianças, como eu).
A foto é do projeto Funky Lunch.
Mas me digam: DÁ PRA AGUENTAR ESSE SANDUÍCHE DA LOLA???? !

Clássicos com pictogramas


Excelente aquisição dos últimos tempos: o livro "Clássicos com Pictogramas", da editora Girassol. Luísa está enlouquecida com esse livro. Acorda e já vai buscar pra eu ler, quer levar junto quando a gente sai pra passear (e olha que o livro é pesado, mas ela não larga), quer ouvir todos os dias antes de dormir. E já ouviu tanto a gente ler que agora ela mesma já se arrisca a contar as histórias sozinha (cenas hilárias dela misturando os personagens dos três porquinhos com o gato de botas e um tal de "funga funga" que eu não sei quem é. Qualquer dia vou tentar filmar pra colocar aqui.)
O livro traz contos clássicos como Branca de Neve, Gato de Botas, os Três Porquinhos, Mogli, Cinderela e o Patinho Feio, só que contadas de um jeito diferente. Como dá pra ver aí na capa, no meio do texto existem imagens (pictogramas) que dão um tempero interessante na hora de ler.
No começo eu ficava parando a leitura toda hora pra ver no final do livro o significado de cada desenho, mas logo percebi que era divertido inventar. E o lance dessas figurinhas é que a criança acaba se interessando em participar da leitura.
O livro não é dos mais baratos, não. Mas vi hoje que está em promoção no Submarino de R$ 54,90 por R$ 48,90. Sei que nem sempre o que interessa a uma criança interessa a todas, mas fica aí a dica.
Comentário posterior: A Anna disse que na Fnac o livro está saindo por R$ 43,11.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Eu quero me matar quando...

...eu esqueço de colocar a fralda na Luísa à noite (efeitos do desfralde) e a coitadinha acorda chorando porque fez xixi.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Boas compras nos outlets virtuais

Ando meio viciada nesses outlets virtuais (pois é, eu enlouqueço com uma promoção, prontofalei). Para quem não conhece, são clubes fechados que trabalham apenas pela internet e que vendem produtos de marcas nacionais e estrangeiras com grande desconto.
Vira e mexe aparecem promoções bem legais de lojas de roupas, sapatos e acessórios de crianças e bebês. As campanhas em geral duram uns dois ou três dias e têm estoque limitado. Por isso tem que ser rápido. Eu já comprei algumas coisas pra Luísa e chegaram direitinho.
Os que eu sou associada são:
Coquelux, BrandsClub, SuperExclusivo e Privalia.
O BrandsClub está com 60% de desconto na grife Petit. O Privalia tem hoje na promoção a marca de moda praia para crianças Requinho. Semana que vem, no dia 3, o Coquelux entra com duas promoções para crianças: livros infantis Girafinha e a marca de roupas Donna Chita.
O único lance é que, como esses clubes são fechados, você só entra se for convidado. Mas, caso alguém tenha interesse em conhecer, é só deixar um comentário aqui no blog com o e-mail e dizendo quais clubes quer entrar que eu mando o convite. Ou, se preferir, pode me mandar um e-mail: roberta.lippi@hotmail.com. Não tem custo para entrar.

PS. Esses outlets virtuais só têm um problema: demoram cerca de 30 dias pra entregar o produto. Eu mandei e-mail reclamando sobre isso (a gente até esquece da compra) e me responderam que o produto demora para ser entregue porque o pedido só é encaminhado para a marca após o término da campanha. Daí a empresa entrega os produtos num bolo só e o clube é que faz o manuseio, separação etc para enviar aos clientes. Isso significa que temos que ter paciência pra pagar barato. Mas, para quem é doido por uma promoção, como eu, vale a pena.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Técnicas para sair do quarto de fininho

Sabe quando você já está há um tempão ali no quarto esperando o fulaninho dormir e ele, de minuto em minuto, levanta a cabeça pra ver se você ainda está ali?
Ontem estava eu numa dessas, esperando a Luísa dormir e me deixar sair do quarto dela ("senta só um pouquinho, mamãe, senta") e pensei em fazer esse post. (afinal, ali no escuro não tem muita coisa pra fazer a não ser dormir também ou ficar pensando bobagens).
Então aí vão algumas técnicas pra sair do quarto de fininho sem que seu filho perceba:
1. Não respire
2. Jamais espirre porque isso fará com que ele desperte de novo
3. Coloque um protetor de berço ou um travesseirinho que impeça seu filho de te ver apenas abrindo os olhos. Assim fica mais fácil de fugir sem que ele te veja.
4. Tire os sapatos, chinelos e tudo mais. Meia é bom, porque não gruda no piso e é até melhor do que pés descalços que às vezes "grudam" no chão.
5. Garanta que não tem nenhum brinquedo espalhado pelo chão ou qualquer outra coisa no caminho em que você possa esbarrar quando for sair de fininho.
6. Deixe a luz do corredor apagada, porque senão quando você abrir a porta do quarto para sair, a iluminação vai aumentar e seu filho vai perceber.
7. Mova-se em câmera lenta. Primeiro uma perna, depois a outra, depois tire o bumbum de onde estiver sentado - quase um movimento de capoeira, saca?
8. Aproveite quando passa algum carro na rua e o barulho aumenta, assim seus ruídos podem se misturar com o barulho de fora.
9. JAMAIS (tá me ouvindo?), JAMAIS passe perto de qualquer ursinho, boneca ou brinquedo que toque musiquinha.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mimo para blogueiros

Minha super amiga Cris, mãe do Pedro, que acumula as funções de minha madrinha e afilhada de casamento, deu um "presentinho" para o meu blog tempos atrás e, como eu acho tão útil, resolvi dividir aqui com os demais blogueiros que me acompanham ou me visitam (para aqueles que ainda não tem, óbvio).
É um buscador (esse que está aí do lado esquerdo da página) que funciona super bem pra encontrar assuntos sem ter que ficar procurando na lista de palavras-chave ou, pior ainda, olhando os posts mês a mês. Eu mesma busco meus posts antigos por essa ferramenta.
É muito fácil instalar. Então aí vai o endereço do blog onde a Cris pegou a dica:
http://templatesparanovoblogger.blogspot.com/2007/12/widget-para-colocar-busca-no-blog.html

Princesinha feiosinha


No último final de semana assisti a um desenho muito legal na Discovery Kids que eu ainda não conhecia e achei o maior barato, o Princesinha (Little Princess). Em resumo, são histórias baseadas nos livros do escritor e ilustrador britânico Tony Ross que falam de uma menina de 4 anos e seus dilemas. Ele se baseou na própria filha pra escrever o primeiro livro de uma série, há 22 anos.
O que eu gostei é que se trata de uma garotinha comum, totalmente fora do estereótipo de uma princesa (nessa foto ela não mostra os dentes, que são bem feinhos rsrs). A família (de monarcas) também usa roupa comum e eles não são ricos. Eles nadam em uma piscina regã (aquelas montáveis de plástico), por exemplo.
O episódio que eu vi era sobre 'compartilhar' e foi bem bacana. Também achei o máximo porque ela fala mandando, igualzinha às crianças pequenas (Faz isso, Pega, Me dá...).
Sempre tem uma mensagem bacana nos capítulos. Entre outros assuntos tratados na série estão a perda dos dentes, a necessidade de aprender a se vestir sozinha e de pedir “por favor”, o medo de dormir sozinha no escuro, o novo irmãozinho etc.
Dei uma pesquisada na internet e vi que os livros desse escritor/ilustrador foram lançados no Brasil pela editora Martins Fontes. Os capítulos, de meia hora de duração, são exibidos aos sábados e domingos no Discovery Kids, às 18h30. Vale a pena.

domingo, 25 de outubro de 2009

Castigos

A Thaís, do Aprendiz de Mãe, me perguntou como é o lance dos castigos da Luísa. Como eu não tenho nenhum problema em falar sobre isso, em vez de mandar e-mail só pra ela resolvi fazer um post.
Nós procuramos, eu e o Luiz, ser bastante firmes na educação da Luísa sempre na base da conversa, e temos também a sorte de nossa filha ser uma criança calma e, na maior parte das vezes, bem educada. Não tiramos nenhum enfeite da sala, por exemplo. Só aqueles que ofereciam algum risco à segurança. Foi um trampo falar milhões de 'nãos' (educar dá um baita trabalho, nossa senhora), mas hoje ela respeita e não mexe em nada. A casa não é só dela, e ela tem que aprender a respeitar os espaços de cada um. Insisto o dia inteiro no "por favor", "desculpas" e "obrigada" e ela já sabe bem para que serve cada uma dessas palavrinhas (mesmo se recusando em usá-las algumas vezes).
Procuro ser tolerante e ter paciência com as birras e manhas, o que não é nada fácil, mas algumas questões, na minha concepção e do meu marido, são intoleráveis e inquestionáveis. Desrespeito ao próximo (seja ele quem for) é uma delas. Luísa já tem 2 anos e tem muita noção das coisas. Se destratar ou bater em alguém (seja eu, o pai, a babá, a diarista ou quem quer que seja), dou bronca (sem gritar, falando abaixada na altura dela) e exijo que ela peça desculpas. Não pediu desculpas ou repetiu a agressão, fica de castigo pra aprender a respeitar as pessoas.
Mas felizmente foram raras a vezes em que precisei fazer isso.
Na prática, o castigo é aquele lance do "cantinho" (no meu tempo as professoras na escola colocavam a gente atrás da porta, lembram-se que horror?!!). Eu simplesmente a coloco sentada no sofá da sala, TV desligada e sem brinquedos. Explico o motivo do castigo, falo pra ela pensar no que fez e digo que ela só vai sair dali quando eu for lá tirá-la. E ela fica ali chorando, sentadinha. Se sair antes de terminar o castigo, levo de volta quantas vezes for preciso. Deixo em geral uns 2 minutinhos. Quando volto lá, relembro o motivo do castigo e digo que ela tem que pedir desculpas a quem tenha agredido. Se não pedir, volta ao castigo de novo, para que ela realmente aprenda.
Às vezes ela me desafia. Eu falo "se você fizer isso de novo vou te colocar de castigo" e ela responde, enfrentando: "qué castigo". Então eu coloco. E ela logo se arrepende e começa a chorar. Mas fica ali pra aprender.
Eu ainda não sei se a Luísa hoje é uma criança (na maior parte das vezes) educada porque agimos assim ou por ser da própria personalidade dela. Pode ser que, no futuro, eu tenha outro filho e as mesmas regras tenham efeitos diferentes. Mas eu acredito na minha forma de agir (como cada mãe tem a sua forma de pensar) e, mesmo não acertando sempre (lógico que tenho milhares de dúvidas e inseguranças), procuro fazer o meu melhor - e estou sempre por perto, dando todo o amor do mundo.
Se alguém tiver alguma experiência sobre esse assunto para acrescentar, será bem-vinda.